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March 01 |  |
Um grupo de cientistas internacionais descobriu diversas novas espécies na Antártida, que estão colonizando áreas onde duas geleiras romperam devido ao aquecimento global. Os pesquisadores alertam que o ecossistema da região está mudando de forma dramática.
A camada de gelo Larsen é uma gigantesca crosta gelada que cobre o Mar de Weddell no litoral leste da Península Antártica, um apêndice de terra próximo ao extremo meridional de Argentina e Chile. Primeiro em 1995 e depois em 2002, duas gigantescas porções desta camada de gelo, chamadas de A e B, desprenderam-se, fato extraordinário que os cientistas atribuem ao processo de aquecimento global.
O súbito desaparecimento de cerca de 10 mil quilômetros de gelo, que cobriu milhares de anos uma extensa porção do oceano, criou uma oportunidade única para que os cientistas pudessem observar algumas das mudanças que se aproximam por conta do crescente aumento das temperaturas em todo o mundo.
Entre novembro de 2006 e janeiro de 2007, 52 cientistas de 14 países participaram de uma expedição a bordo do navio de pesquisa Polarstern para estudar as mudanças na região, e que significou o início do projeto Censo da Vida Marinha Antártica.
Os cientistas descobriram que uma grande quantidade de novas espécies está colonizando as águas descobertas por conta do colapso das camadas de gelo, o que está modificando de forma dramática seu ecossistema tradicional.
Antes do desaparecimento da camada de gelo de 200 metros de espessura, o solo marinho em Larsen era muito diversificado, da rocha ao barro, o que se refletia também na alta diversidade biológica dos animais que viviam no sedimento, embora quantitativamente sua abundância fosse de apenas 1% se comparado com outras regiões do Mar de Weddell.
Julian Gutt, diretor científico da expedição Polarstern e biólogo marinho do Instituto Alfred Wegener para a Pesquisa Polar e Marinha, disse que "o colapso das camadas Larsen pode ensinar sobre os impactos de mudanças induzidas pelo clima na biodiversidade marinha e no funcionamento do ecossistema".
Agora, a expedição do Polarstern encontrou na região descoberta em Larsen B tunicados e holotúrias (popularmente chamados de pepinos-de-mar), espécies que são consideradas os primeiros colonizadores.
Enquanto isso, na região Larsen A -- onde as novas espécies tiveram mais tempo para colonizar -- os cientistas encontraram o que Chapelle denominou de "segunda onda" de invasores, grandes acumulações de esponjas.
Os pesquisadores recolheram mostras de cerca de mil espécimes durante as 10 semanas que durou a viagem e acreditam ter descoberto 15 novas espécies de anfípodes (animais semelhantes a lagostas). Também foram encontradas quatro novas espécies de cnidários (organismos relacionados a corais, medusas e anêmonas do mar), entre eles possivelmente uma nova anêmona que vive de forma simbiótica com um caracol do mar.
Outra surpresa da expedição foi a rapidez com a qual o novo habitat está sendo utilizado e colonizado por baleias minke em densidades consideráveis. "Isso significa que o ecossistema na água mudou de forma considerável", acrescentou a doutora Meike Scheidat.
No entanto, Chapelle advertiu que o aquecimento das águas mais produtivas do planeta já está causando uma diminuição na produção de krill, pequenos crustáceos que são o alimento fundamental de outros animais maiores.
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February 08
De pouquinho em pouquinho, os quadrinhos publicados pela Circo Editorial nos anos 80 vão ganhando novas edições. Parte do material já foi publicada pela editora Devir. Outra parte sai agora pela L&PM. São dois volumes, em formato de bolso, que reeditam algumas histórias produzidas para a extinta revista "Chiclete com Banana", de Angeli.
O conteúdo de "Os Broncos Também Amam" (R$ 8), lançado neste começo de mês, é da segunda metade dos anos 80. Traz ilustrações, quadrinhos e uma faceta pouco conhecida de Angeli: a de escritor. A maior parte da obra resgata textos feitos por ele para a "Chiclete" (que estreou em outubro de 1985), como os do colunista Edi Campana e do jornalista Benevides Paixão (duas criações dele).
Esta edição, com cem páginas, é o primeiro volume. A editora gaúcha programou o segundo número, "E Agora são Cinzas", para o mês que vem. No ano passado, Angeli publicou pela L&PM um outro título dentro da linha pocket, só com tiras de Rê Bordosa.
Fonte: UOL
Elas não são exatamente uma banda "mainstream" mas, no Rio de Janeiro, quase todo fã de MPB já viu pelo menos uma vez o show das Chicas, quarteto formado por cantoras e instrumentistas que mostra seu primeiro trabalho, "Quem Vai Comprar Nosso Barulho?", em única apresentação hoje, no Bourbon Street. Amora Pêra e Fernanda Gonzaga poderiam ter ficado conhecidas pela família famosa. Filhas de Gonzaguinha, netas de Gonzagão, as duas preferiram construir a carreira em palcos pequenos, ao lado das "chicas" Paula Leal e Isadora Medella. As quatro se conheceram numa escola de formação de atores em 1996, e, entre um ensaio e outro, trocaram a encenação pelo canto. Dois anos após estrearem, as moças decidiram dar um tempo na empreitada e só retornaram em 2000. O repertório do quarteto é formado essencialmente por música popular brasileira. Além de composições próprias, como "Tia Chica", elas interpretam músicas de Gonzaguinha ("Felicidade"), Marcelo Yuka ("Me Deixa") e Arnaldo Antunes ("Volte para o Seu Lar"). Serviço: Quem Vai Comprar Nosso Barulho? Artista: Chicas Lançamento: independente Quanto: R$ 30, em média Lançamento: hoje, às 22h30 Onde: Bourbon Street (rua dos Chanés, 27, Moema, São Paulo, tel. 11 5095-6100) Quanto: R$ 25. |  |
February 01
O Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP), divulgou o lançamento do concurso público nacional para escolha do projeto para o Monumento Zumbi dos Palmares, em Salvador.
A proposta é de criação de uma estátua de bronze a ser instalada na Praça da Sé, marco histórico da cidade, onde já se encontram o Memorial das Baianas, o Monumento a D. Pero Fernandes Sardinha e o Monumento Cruz Caída.
Serão selecionados três trabalhos, que receberão prêmios em dinheiro conforme a classificação: R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil, respectivamente para o 1º, 2º e 3º colocados.
As inscrições já iniciaram e vão até 15 de março. A ficha de inscrição estará disponível no site da FCP (www.palmares.gov.br).
A divulgação do resultado será no dia 30 de março, ocasião na qual também será realizada a abertura de uma exposição com os trabalhos entregues, com destaque aos eleitos para premiação.
Toda a batucada dos bambas pode ser vista na exposição 'Samba Patrimônio Cultural do Brasil', exibida na sala principal do Centro Cultural Cartola, desde dezembro. Os visitantes poderão conferir fotos que ilustram o início do samba de raiz, fantasias raras como as já usadas por Dona Zica e Cartola, instrumentos de bateria das primeiras escolas, bandeiras oficiais e um curta dirigido por Nilcemar Nogueira, neta de Cartola, narrado pelo jornalista Sergio Cabral. O filme, de 15 minutos, conta a trajetória do samba e traz imagens clássicas de figuras ilustres como Nelson Sargento, Tantinho, Wilson Moreira, Donga, Cartola, Mestre Odilon, Monarco, Vilma da Portela. Além disso, os visitantes poderão ouvir sambas antológicos, que sobrevivem há décadas na memória coletiva, tocados durante a exposição. Ao todo são mais de 60 peças exibidas. - O evento conta a história da matriz do samba carioca. As pessoas vão passear pelas verdadeiras rodas de samba e conhecer aquilo que é parte da cultura brasileira - disse Nilcemar Nogueira, curadora da exposição e presidente do Centro Cultural Cartola. Na equipe de pesquisa estão a doutora em Filosofia e mestre em Educação Helena Teodoro, a pesquisadora Raquel Valença e o jornalista Aloy Jupiara, com produção da Universidade Gama Filho. O Centro Cultural Cartola fica na Rua Visconde de Niterói, 1296. |  |
Hélio Contreiras, baiano de Rio de Contas na Chapada Diamantina, poderia ser uma daquelas figuras típicas de causos sertanejos, e às vezes é mesmo (recluso, avesso a modernidades, sábio, etc.), mas a verdade de seus pouco mais de 70 anos é maior que este ou aquele rótulo. Jornalista, poeta, cantador e compositor, Contreiras vem de uma família cheia de músicos, cresceu em Salvador, morou por dez anos na Europa durante a ditadura militar e depois do exílio fixou residência no Rio de Janeiro. Foi no Rio, mais precisamente no Bar do Violeiro, no Leblom, que Contreiras mostrou suas primeiras composições em animadas cantorias ao lado de outros nordestinos desterrados, entre eles Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo. Suas músicas foram gravadas inicialmente por Saulo Laranjeira e Xangai, que fez muito sucesso com “Estampas Eucalol”, até que em 1991 Contreiras gravou de forma independente seu primeiro e único disco solo, Esturro da onça. O álbum chega pela primeira vez ao CD com nova masterização a cargo da Kuarup e pode também ser adquirido, faixa-a-faixa, em MP3 pelo site da gravadora.
O álbum chega pela primeira vez ao CD com nova masterização a cargo da Kuarup e pode também ser adquirido, faixa-a-faixa, em MP3 pelo site da gravadora.
Ao lado dos amigos-cantadores Xangai, Val Macambira e Elomar, e de músicos como Manassés, Mingo Araújo e Jaques Morelenbaum, Contreiras vai fundo na poesia do cotidiano e das lendas do sertão brasileiro, mas segue além como na famosa “Estampas Eucalol”, presente no disco, que traz versos como “Montado no meu cavalo / Libertava Prometeu / Toureava o Minotauro / Era amigo de Teseu / Viajava o mundo inteiro / Nas estampas Eucalol” Ainda no repertório do disco, canções como “Os meninos de Bom Jesus”, “Zé Gameleira”, “Inté as porteiras do céu”, “Corisco e Dadá” e “Pulo do gato” (a única que Contreiras contou com parceiros, no caso, Capinan e Xangai).
Pouco depois do lançamento de Esturro da onça, a filha de Contreiros, Kátia Almeida, professora de violoncelo na Escola de Música de Brasília, produziu e soltou no mercado o CD Sonho de criança (independente), feito sobre poemas infantis do pai, exceto “Os carneirinhos” de Cecília Meirelles, e interpretado por figuras como Célia Rabelo, Tatiane Dourado e Eduardo Rangel. |  |
Mais de 18% dos americanos maiores de 20 anos sofrem problemas de ereção e o problema está estreitamente ligado à sua vida sedentária, segundo um estudo publicado na quarta-feira pela revista American Journal of Medicine.
Outro fator que prejudica os homens americanos, além da falta de exercício físico, é uma dieta pobre em nutrientes, informou o estudo.
A pesquisa acrescenta que, como se esperava, o problema é mais freqüente entre os homens de idade avançada, especialmente os que sofrem de diabetes ou pressão alta.
A verdadeira dimensão do problema começou a aparecer no fim da década de 1990, em conseqüência do sucesso do Viagra, um remédio contra a impotência masculina, seguido por outros com os mesmos resultados.
O estudo mostra que 18,4% dos homens acima de 20 anos (quase 18 milhões) sofrem problemas de ereção. A percentagem sobe para 43,8% entre os homens na faixa de 60 a 69 anos e 70,2% para os maiores de 70.
Os pesquisadores observaram que metade dos homens com problemas de disfunção erétil também sofria de diabetes, pressão arterial alta, excesso de colesterol e transtornos causados pelo fumo.
Segundo os cientistas, a mensagem do estudo é clara: é preciso fazer mais exercício para ter uma vida sexual satisfatória e não ter que depender de uma pílula. |  |
January 31
Uma imagem tridimensional virtual do cérebro de um humanóide de baixa estatura, cujo esqueleto foi descoberto em 2003 na Indonésia, reforça a polêmica tese de que pertenceria a uma espécie humana diferente, segundo estudo publicado nos Estados Unidos.
Uma equipe de antropólogos da Universidade do Estado da Flórida (sudeste), dirigida por Dean Falk, reconstruiu com a ajuda de um computador o interior detalhado de uma caixa craniana virtual a partir de dez crânios humanos normais e de 10 crânios pertencentes a pessoas que sofriam de microcefalia, ou seja, uma pequenez do crânio, que coincide com uma detenção do desenvolvimento cerebral provocado por uma doença viral.
Estes cientistas depois recriaram o interior de uma caixa craniana de um anão e a do "Homo Floresiensis" - assim chamado devido ao fato de suas ossadas terem sido descobertas na ilha indonésia de Flores -, mais comumente conhecido como "hobbit", em alusão aos personagens da obra de J.R. Tolkien, autor de "O Senhor dos Anéis".
As diferentes imagens tridimensionais virtuais obtidas permitiram classificar melhor e medir os efeitos da microcefalia no tamanho e no formato do cérebro, explicaram os cientistas, cujo estudo aparece na edição desta semana dos Anais da Academia Americana de Ciências.
Embora o cérebro do anão tenha sido classificado com o de um indivíduo que sofria microcefalia, o do "hobbit" apresentava "todas as características estruturais cerebrais de um cérebro normal", concluíram os cientistas.
O esqueleto, inclusive um crânio quase completo deste humanóide descoberto em 2003 nas camadas de sedimento do interior de uma caverna na ilha de Flores, media 1,06 metro. A antigüidade destas ossadas foi calculada em 18.000 anos.
Esta descoberta causou muito alvoroço na comunidade de antropólogos, que pensavam até agora que depois da extinção do homem de Neanderthal, há 30.000 anos, o Homo Sapiens era a única espécie humana sobrevivente.
Os cientistas que fizeram esta descoberta concluíram muito rapidamente que se tratava de uma espécie diferente e igualmente evoluída como o Homo Sapiens ao analisar a impressão do cérebro na caixa craniana.
Utensílios sofisticados e restos de animais, entre eles um elefante anão, uma raça extinta, foram encontrados perto do esqueleto com as ossadas de pelo menos nove humanóides.
Mas depois outros antropólogos consideraram, após examinar o crânio do "hobbit", que se tratava simplesmente de um pigmeu afetado por microcefalia.
Para o professor Robert Martin, do Museu de Chicago (Illinois, norte), co-autor de um estudo publicado na revista científica americana Science em 2006, o cérebro do espécime era pequeno demais para pertencer a uma nova espécie humana anã.
O tamanho do cérebro, 400 centímetros cúbicos, indicaria a um indivíduo que media apenas 30 cm, um terço do que media o esqueleto do "hobbit", segundo estes pesquisadores. |  |
A cantora Daniela Mercury gravou a faixa "Hurry to Me" no CD que prestará homenagem ao maestro italiano Ennio Morricone, responsável por canções e trilhas sonoras de mais de 400 filmes (entre eles, "A Missão", "Os Intocáveis" e "Cinema Paradiso"). Com participações especiais de Celine Dion, Bruce Springsteen, James Hetfield (vocalista do Metallica) e Gloria Estefan, o álbum foi idealizado por outro brasileiro, o músico e compositor Eumir Deodato. A idéia é celebrar o Oscar especial que o maestro italiano receberá pelo conjunto de sua obra na próxima edição do prêmio, daqui a algumas semanas, em Los Angeles. A canção "Hurry to Me" faz parte da trilha de "O Gênio da Tesoura", de 2000.
As músicas falam por nós. Esse é o mote da peça “Retratos e Canções”, que tem todos os diálogos extraídos de canções. A peça é uma comédia nostálgica que conta a historia do reencontro entre um caminhoneiro e sua amada. E tudo que eles falam é de música. RETRATOS & CANÇÕES Texto e Direção: Renato Andrade Com: Gabriela Lois, Gerson Almoster, Ivo Müller, Márcio Cardoso e Marlene Prado De 20 de janeiro a 25 de março de 2007 Sábado (21h) e domingos (20h). Teatro Crowne Plaza Rua Frei Caneca, 1.360 - Consolação –São Paulo/SP Ingressos: R$30 e R$ 15 (meia-entrada) Capacidade: 153 lugares. Duração: 50 minutos. Gênero: Comédia. Classificação: 10 anos
O espetáculo infantil “Ratinhos Detetives”, conta, em seu elenco, com uma das atrizes-revelação de sua geração: Karina Scott. Em cartaz no Teatro Ribalta em curta temporada. Sábados e Domingos, às 17hs. O ingresso tem o valor de 10 reais, sendo que convidados e estudantes pagam meia. A censura é totalmente livre e vale a pena levar a garotada para prestigiar as peripécias dos “Ratinhos Detetives”. O Teatro Ribalta fica na rua Conselheiro Ramalho, 673, na Bela Vista, em São Paulo. Não perca!
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